DIA INTERNACIONAL DA MULHER
“Existir é fazer-se carência de ser, é lançar-se no mundo”. Com estas palavras, Simone de Beauvoir, intelectual francesa do século XX, lançou um grito de guerra contra a passividade e a apatia que caracterizam a existência inautêntica de muitas pessoas.
O existir autêntico se afirma na recusa da passividade, reside no combate que devemos realizar contra tudo o que determina e condiciona a nossa consciência. O que mais potencializa o poder de dominação é a resignação do dominado que teme libertar-se da condição de oprimido.
A mulher, historicamente, tem dado exemplos incontáveis de resistência à compreensão que faz do mundo a realidade de atuação exclusiva do homem. Em todos os espaços do fazer humano a mulher tem demonstrado a excelência do seu agir, mostrando que a diferença física não se faz eficiente para obstar e limitar as suas potencialidades criadoras.
As homenagens às mulheres devem existir todos os dias e em todos os lugares, contudo é imperioso destacar que estes momentos devem ser também de muita reflexão: no momento, existem realmente as mesmas condições para homens e mulheres no mercado de trabalho? A mulher tem sido vista apenas como realidade física ou ela tem sido valorizada pelas suas potencialidades criadoras? É apenas o homem quem resiste à libertação da mulher ou a própria mulher, em algumas situações, produz instrumentos de afirmação do homem como entidade superior? Estas questões devem ser pensadas, jamais esquecidas.
A mulher se faz carência de ser quando rejeita o condicionamento de sua consciência por outra, quando supera limitações e transcende obstáculos. Ela se faz carência de ser quando se percebe ação, vir-a-ser constante e devir perpétuo.
Hoje e sempre, devem ser sempre parabenizadas as mulheres de todos os lugares, de todas as etnias, de todas as ideologias, de todas as idades e profissões.
Várzea Alegre –Ce, 08 de março de 2012
Prof. Dagoberto Diniz